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Guarujá mais de 31 mil alunos da rede municipal voltam às aulas

  • Foto do escritor: jnbnews
    jnbnews
  • 10 de fev.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 22 de fev.

Nova gestão trabalha para minimizar os impactos da precariedade da infraestrutura e problemas com fornecimento de merenda e kit escolares

 

 

 

Após o recesso de férias, quase 32 mil alunos da rede municipal de ensino de Guarujá voltam às aulas nesta quinta-feira (13). São 67 unidades escolares, entre escolas e creches, que foram preparadas para o retorno dos estudantes e corpo docente. Os preparativos contaram com serviços de manutenção, acolhimento de professores e reuniões de pais. Neste ano, a novidade é a restrição do uso de celular, conforme a Lei Federal nº 15.100/2025, durante as aulas, recreios ou intervalos no ensino básico (infantil e fundamental).

 

 

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) encaminhou um conjunto de orientações para a equipe multidisciplinar de cada unidade sobre a nova legislação, que entrou em vigor em 13 de janeiro. O conteúdo cita os principais malefícios do uso de telas, os impactos no desenvolvimento e nas relações sociais e os ganhos quando não se utiliza o dispositivo dentro da escola.

 

 

A ideia é repassar as mudanças de maneira menos traumática aos alunos. “Neste primeiro momento, vamos orientar a comunidade escolar sobre a legislação, de modo que seja cumprida efetivamente. Sabemos a importância da restrição para o desenvolvimento escolar das crianças. Contamos com a colaboração dos pais e responsáveis para que as medidas sejam seguidas”, reforça o secretário municipal de Educação, Mohamed Rahim.

 

 

Para além do uso do celular, a Seduc também tem outras preocupações neste ano letivo. “Estamos avaliando o que foi feito na antiga administração. Nesse processo, encontramos irregularidades e formas de gestão que não entendemos serem adequadas. Alguns setores precisarão de um período um pouco mais longo para que as correções sejam feitas. Um exemplo disso é a infraestrutura das unidades. Infelizmente, há diversas escolas em péssimo estado de conservação”, explica o titular da pasta.

 

 

Infraestrutura precária

 

Há pelo menos 13 unidades escolares com graves problemas estruturais, como infiltrações, rachaduras, pisos quebrados, comprometendo a segurança e a saúde de alunos e profissionais. De acordo com o levantamento realizado pela equipe de transição, não foi encontrado nenhum processo da administração anterior para reforma de próprios, o que deverá ser executado do zero pela nova gestão, implicando em ritos burocráticos que levam tempo para efetivar.

 

 

“Atualmente, temos uma empresa que realiza apenas pequenos reparos e outra, para fornecimento de material de construção. Nos últimos anos, houve uma forma persistente de maquiar os problemas”, ressalta Mohamed.

 

 

Ao longo do último mês, a Seduc executou diversos serviços de manutenção nas unidades, como pintura, alvenaria, roçada, carpintaria, entre outros. Entretanto, os trabalhos são insuficientes para tornar o ambiente escolar ideal para aquelas que estão mais danificadas.

 

 

A escola municipal Profª Valéria Cristina Vieira da Cruz Silva, no Jardim Brasil, é uma das unidades em estado precário, deixada como herança pela administração anterior. Ao lado da unidade, a escola municipal Profª Maria Aparecida Ramos Camargo enfrenta os mesmos problemas. Ao todo, 1.400 estudantes serão prejudicados com a falta de infraestrutura.

 

 

Merenda escolar 


O fornecimento da merenda escolar é divido em gêneros alimentícios, como hortifrutigranjeiros, estocáveis (enlatados) e proteína animal. Logo que a nova gestão municipal assumiu, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) apontou uma série de irregularidades na compra de estocáveis e proteína animal. Esse fato obrigou a Seduc interromper o processo, entendendo que se continuasse, estaria compartilhando dos erros da antiga gestão.

 

 

“Como não temos tempo hábil para corrigir todos os apontamentos, tivemos que contratar em caráter emergencial para garantir o fornecimento. Percebemos isso desde que assumimos e estamos buscando soluções para o problema, como no caso de hortifruti, em que aderimos a contratos que estão em andamento em outros municípios. São artifícios que usamos para que o início das aulas não tenha grandes problemas e, ao mesmo tempo, agir dentro da lei”, explica o secretário.

 

 

De acordo com o titular da pasta a Seduc levará mais tempo para solucionar cerca de 10% do total dos itens que precisam ser ajustados para que a alimentação escolar seja servida de maneira adequada. A expectativa da pasta é que o fornecimento da merenda volte à normalidade até março.

 

 

Uniformes e material escolar

 

Com a recente entrega dos uniformes escolares, no final do ano passado, a Seduc iniciará um processo licitatório para compra de itens para os novos matriculados na rede municipal de ensino, uma vez que um número significativo de estudantes já recebeu o mostruário de verão e inverno.

 

 

Em relação aos materiais, cada unidade contém um estoque para destinar aqueles que precisarem da reposição dos suplementos, como caderno, borracha, papel e lápis, entre outros. Paralelamente, a secretaria municipal abrirá uma licitação para que no início do próximo ano, a totalidade de alunos receba os kits no prazo correto. “Com o planejamento adequado, vamos evitar o desperdício de recursos públicos e, simultaneamente, atender a necessidade do aluno, que é receber esses itens logo no início do ano, o que não vinha sendo realizado pela gestão passada”, finaliza Mohamed.

 

Créditos: SECOM – Secretaria de Comunicação Social de Guarujá

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